Medicina Nutricional - Doenças Auto-imunes

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Medicina Nutricional - Doenças Auto-imunes

Mensagem  Danielly Honorato de Lima em Sex 02 Dez 2011, 19:43


Em geral, os médicos tratam pacientes de doenças auto-imunes com drogas que suprimem o sistema imunológico. Como é o próprio sistema imunológico do corpo que o ataca, é sensato suspender agressivamente sua atividade. Mas um dos maiores efeitos colaterais desses medicamentos poderosos é que eles também sustam a defesa natural antioxidante.

O Sistema Imunológico: Nosso Grande Protetor
Nosso sistema imunológico nos protege de vírus, bactérias, fungos, proteínas estranhas e células cancerígenas anormais. Trata-se de um sofisticado entrelace de vários tipos de células imunológicas. Eis uma breve descrição das funções de cada um.

Os Diversos Agentes de Nosso Sistema Imunológico
Os macrófagos (ou fagócitos) são os glóbulos brancos que funcionam como verdadeiros Pac Man, atuando na primeira linha de defesa. Eles podem atacar qualquer invasor estranho (vírus ou bactérias) e literalmente engoli-Ios. Mas, às vezes, os macrófagos não sabem se o agente ao qual eles se ligaram para promover sua destruição é um corpo estranho ou não. Eles não desejam, de forma alguma, destruir algo que faz parte do corpo. É então que pedem ajuda às células T auxiliares.

As células T auxiliares integram um grupo de glóbulos brancos chamados de linfócitos. Elas acorrem ao local e se unem ao macrófago na tentativa de determinar se a partícula que o macrófago prendeu é amiga ou inimiga.

Se a célula T auxiliar determinar que se trata de um inimigo, ela secretará um hormônio chamado citocina (o qual estimula a reação inflamatória), gerando uma reação em cadeia que acarretará na ativação de todo o sistema imunológico. Isso põe em ação as células B e atrai outros macrófagos e células T auxiliares para ajudar.

As células B têm a capacidade de eliminar o intruso com enzimas que o destroem, mediante a criação de estresse oxidativo. Algumas das células B voltarão aos gânglios linfáticos para criar anticorpos contra os intrusos. Se o mesmo intruso voltar a aparecer, nosso sistema imunológico estará preparado, graças a esses anticorpos.

As células citotóxicas naturais podem destruir qualquer coisa em seu caminho. Elas inundam de toxinas e enzimas destrutivas as células infectadas, o que destrói efetivamente todos os invasores estranhos ou células de crescimento anormal, como as cancerígenas.

As células T supressoras são a tropa de choque que aparece logo depois de o invasor estrangeiro ser destruído, para tentar aquietar a tremenda resposta imunológica. Elas são fundamentais para o controle de danos colaterais. Se uma resposta altamente reativa como essa não for cerceada, podem ocorrer grandes danos no tecido normal circunvizinho.

É isso que torna a reação inflamatória tão perigosa. Embora seja absolutamente necessária para controlar intrusos potencialmente infecciosos, se fugir ao controle, a resposta inflamatória pode causar grandes estragos.

Você já sabe que os suplementos nutricionais podem fortalecer significativamente o sistema natural de defesa antioxidante do corpo.

Neste capítulo você também começará a perceber que os mesmos suplementos nutricionais podem contribuir, em muito, para nosso sistema imunológico.

O dr. Karlheinz Schmidt afirmou: "O funcionamento otimizado do sistema de defesa do hospedeiro depende de um suprimento adequado de micronutrientes antioxidantes". É evidente que, para que nosso sistema imunológico consiga proteger-nos de acordo com o que foi planejado por Deus, precisamos ter todos os nutrientes em níveis otimizados.

Os Nutrientes e Nosso Sistema Imunológico
Examinemos, uma vez mais, a literatura médica e vejamos como cada um desses nutrientes afeta, de fato, nossa resposta imunológica.

Vitamina E
Macrófagos deficientes em vitamina E liberam mais radicais livres e vivem menos. Nosso sistema imunológico usa esta produção de radicais livres para destruir os invasores estranhos, valendo-se precisamente da criação de estresse oxidativo. Este é o lado "bom" do estresse oxidativo, desde que fique sob controle.

A deficiência de vitamina E também afeta a diferenciação de nossas células T no rimo; isso provoca um desequilíbrio entre as células T auxiliares e T supressoras. A baixa produção de células T supressoras é uma das principais razões pelas quais a resposta inflamatória pode fugir ao controle. Lembre-se de que as células T supressoras são a tropa de choque essencial para apaziguar a resposta imunológica e limitar os danos colaterais. Alguns pesquisadores acreditam que o mau funcionamento das células T supressoras esteja no âmago da resposta auto-imune.

Estudos demonstram que a suplementação de vitamina E corrige esta deficiência do sistema imunológico e ajuda a eliminar infecções.

Estudos clínicos demonstraram ainda que o efeito pró-imunológico da suplementação de vitamina E é ainda maior em idosos e em indivíduos com síndromes de má absorção. A suplementação de vitamina E também pode proteger dos efeitos imunossupressores do cortisol, o qual é liberado em grandes quantidades no caso de respostas que envolvem estresse.

Carotenóides
Uma propriedade bem conhecida dos carotenóides é sua capacidade de proteger o tecido normal circunvizinho de danos potenciais provocados pela reação inflamatória do sistema imunológico. A suplementação de carotenóides pode aumentar o número e a eficiência das células T auxiliares e das células citotóxicas naturais, que, como você já aprendeu, constituem uma parte importante de nosso sistema defensivo contra células cancerígenas. Isso melhora, em muito, a detecção de tumores de nosso sistema imunológico.

Vitamina C
O dr. Linus Pauling teve grande influência na conscientização das pessoas quanto à importância da suplementação de vitamina C, bem como de sua capacidade de fortalecer o sistema imunológico. Embora ainda discutamos se doses maciças de vitamina C são boas para o resfriado comum, seus efeitos benéficos para o sistema imunológico estão muito bem estabelecidos. Demonstrou-se que a vitamina C melhora o funcionamento dos macrófagos.Isso fortalece significativamente a primeira linha de defesa contra infecções bacterianas.

É mais prudente tomar boas doses diárias de vitamina C do que tomar doses maciças no momento em que se acredita estar com uma infecção. Em um certo estudo, as pessoas que tomavam um grama diário de vitamina C durante mais de dois meses apresentaram uma melhoria notável em diversos aspectos do sistema imunológico. A vitamina C também tem a capacidade de regenerar a vitamina E e de lidar com os excessivos radicais livres que se encontram no plasma.
Ambas as propriedades incrementam a capacidade da vitamina C de aprimorar o sistema imunológico.

Glutationa
A suplementação das matérias-primas da glutationa (a N-acetil Lcisteína, o selênio, a niacina e a vitamina B2) tem trazido melhoras significativas ao sistema imunológico como um todo. Mesmo pacientes infectados pelo HIV experimentaram esse efeito positivo.

Coenzima Q10
Conforme envelhecemos, nossos níveis de CoQ10 declinam e deixam a mitocôndria (o forno da célula) especialmente vulnerável a lesões oxidativas. A CoQ10 é fundamental para o funcionamento otimizado do sistema imunológico, em razão de seu papel considerável na produção de energia nas células desse sistema. Demonstrou-se que a suplementação de CoQ10 reverte esses problemas e fortalece consideravelmente o sistema imunológico.

Zinco
Praticamente todas as funções de nosso sistema imunológico requerem zinco. Sua deficiência prejudica diversos aspectos do sistema: o número de linfócitos se reduz, o funcionamento de muitos glóbulos brancos sofre drasticamente e os níveis do hormônio timoestimulante, que é um forte estimulador do sistema imunológico, caem.
Muita gente recorre a pastilhas de zinco quando contrai um resfriado.

Estudos demonstraram que a ingestão dessas pastilhas de duas em duas horas pode reduzir, em muitos dias, a duração de um resfriado.

Pesquisadores acreditam que o zinco não somente fortalece o sistema imunológico como inibe a replicação do vírus. Mas cumpre dar um alerta aqui: se a pessoa consumir altas doses de zinco por períodos muito longos, isso poderá, na verdade, suprimir seu sistema imunológico. Não me oponho ao uso de altas doses de zinco ou mesmo de vitamina C por períodos curtos, em caso de resfriados; mas acredito que o uso consistente e em longo prazo de doses otimizadas desses nutrientes como suplementação seja melhor para os sistemas de defesa antioxidante e imunológico.

Quando todos os agentes de nosso sistema imunológico estiverem funcionando no máximo de sua capacidade, nossa saúde, em geral, será a óbvia beneficiária. As crianças conseguem otimizar seu sistema imunológico pela suplementação nutricional no espaço de seis meses.

O envelhecimento é geralmente associado à avaria de nossas respostas imunológicas, o que aumenta a freqüência e a gravidade das infecções. As infecções, de fato (e especialmente aquelas do trato respiratório), são a quarta maior causa de mortes entre os idosos.

O British Lancet divulgou recentemente um estudo em que pacientes idosos receberam ou níveis otimizados de suplementos nutricionais ou um placebo. Os pacientes que receberam suplementos nutricionais tiveram melhorias significativas em sua resposta imunológica como um todo, e sofreram infecções com menos freqüência e menos gravidade do que os pacientes que receberam o placebo.
Foi necessário, pelo menos, um ano de suplementação para que otimizassem seu sistema imunológico, mas, no final, os benefícios foram muito expressivos. Esse estudo, ao lado de diversos outros, confirma o fato de que nosso sistema imunológico depende ao extremo desses micronutrientes, assim como nosso sistema de defesa antioxidante.

A Resposta Inflamatória
Você tem visto ao longo deste livro que a inflamação é um sério inimigo. Sabe que a doença do coração é na verdade uma doença inflamatória e não do colesterol.

Dito de forma simples, a maioria de nós simplesmente tem inflamações demais no organismo. Precisamos restaurar o equilíbrio desse excesso de inflamações, e os suplementos nutricionais são a chave para isso.

A resposta inflamatória é o resultado de uma complicada corrente de eventos envolvendo a resposta imunológica, que libera quantidades enormes de radicais livres, enzimas cáusticas e citocinas inflamatórias. Já estudamos a resposta imunológica básica, mas agora devemos estudar a maneira de lidar com a resposta inflamatória prolongada (a inflamação crônica) que essas citocinas geram.

Os suplementos antioxidantes são nossa melhor ferramenta. Eles melhoram nosso sistema imunológico, ajudam a controlar a resposta inflamatória e fortalecem nossa defesa antioxidante, que, por sua vez, protege nossas células normais do ataque da inflamação. Mas há um outro aspecto importante da resposta inflamatória que devemos considerar: o sistema antiinflamatório natural de nosso organismo.

Ácidos Graxos Essenciais
Nem todos os ácidos graxos são ruins. A bem dizer as gorduras essenciais são exatamente isso - essenciais para o corpo. O corpo não pode fabricar tais gorduras, e portanto precisa obtê-Ias da comida.

Ele as utiliza para criar membranas celulares saudáveis, bem como certos hormônios chamados prostaglandinas. Os dois ácidos graxos essenciais mais importantes são os do tipo ômega 3, chamados de ácido alfa-linoleico, e os do tipo ômega 6, chamados simplesmente de ácido linoleico. Nosso corpo converte os ácidos graxos ômega 3 em um tipo de prostaglandina que tem grande atividade antiinflamatória.

Já os ácidos graxos ômega 6 são convertidos em um outro tipo de prostaglandina com atividade pró-inflamatória.

A proporção de consumo de ácidos graxos ômega 6 e ômega 3 geralmente aceita como otimizada é de 4:1. Isso significa que devemos ingerir quatro vezes mais ômega 6 do que ômega 3.
Os ácidos graxos ômega 6 são abundantes na dieta ocidental; eles se encontram em nossa carne bovina, produtos laticínios e alimentos processados. Obtemos ácidos graxos ômega 3 à partir de óleos vegetais como o de linhaça, de canola, de abóbora e de soja. Essas gorduras também se encontram em peixes de água fria como a cavala, a sardinha, o salmão e o atum. Como você pode presumir, o norte-americano médio consome mais ácidos graxos ômega 6 do que ômega 3 - muito mais, na verdade. Em média, consumimos em nossa dieta uma proporção de 20:1 ou mesmo de 40:1 dessas gorduras!

Isso faz com que nossos corpos produzam significativamente mais produtos inflamatórios do que antiinflamatórios. O desequilíbrio no consumo desses ácidos graxos essenciais é a principal razão do desequilíbrio na produção desses hormônios por nosso corpo. É por isso que muitos indivíduos no mundo industrializado precisam tomar óleo de linhaça e de peixe em suplementação para tentar restaurar tal equilíbrio.

Eis aqui outro fato desconhecido: as gorduras essenciais também têm a capacidade de reduzir nossos níveis totais de colesterol e nossos níveis de colesterol LDL (ou maligno). Isso significa que nem todas as gorduras são iguais. Eu não só estimulo meus pacientes a tomar suplementos de ácidos graxos ômega 3 como também a reduzir seu consumo de gordura saturada. Quando combinamos esses dois esforços, a inflamação do organismo volta rapidamente ao controle, e os níveis de colesterol melhoram.

Diversos estudos indicaram melhoras clínicas significativas em pacientes que, tendo artrite reumatóide, lúpus, doenças do coração, esclerose múltipla e praticamente qualquer moléstia envolvendo inflamações, tomaram essas importantes gorduras essenciais em suplementação. Esse é um dado muito importante para manter sua saúde - ou recuperá-Ia, caso você a tenha perdido.

Em um artigo sobre doenças auto-imunes publicado no New York Journal of Medicine, os autores observaram que ninguém sabe ao certo por que o sistema imunológico se volta literalmente contra o "eu". Mas muitos pesquisadores acreditam não somente que o estresse oxidativo é a causa subjacente de todas as doenças autoimunes como também que ele pode ser o responsável por fazer com que nosso sistema imunológico nos agrida.

Diversos estudos documentaram o fato de que a causa primordial das doenças autoimunes é o estresse oxidativo. Como você pode antever, os níveis de antioxidantes em pessoas com artrite reumatóide, lúpus, esclerose múltipla, doença de Crohn e escleroderma são significativamente baixos. Demonstrou-se também que níveis reduzidos de antioxidantes aumentam o risco de desenvolvimento de artrite reumatóide ou lúpus. Os indicadores clínicos do estresse oxidativo são também muito altos nesses pacientes, especialmente durante o período de pico das doenças.

A suplementação de antioxidantes seria, portanto, ideal para pacientes que sofrem dessas doenças auto-imunes. Não somente os antioxidantes podem otimizar o sistema natural de defesa antioxidante do corpo, como podem fortalecer nosso sistema imunológico e controlar a resposta inflamatória. Em outras palavras, eles podem ajudar a restaurar o controle sobre o estresse oxidativo e evitar esse ciclo vicioso.

Fonte: O que Seu Médico Não Sabe Sobre Medicina Nutricional Pode Estar Matando - Ray D. Strand (Capitulo 10 - Doenças Auto-imunes).
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Mensagem  Guida em Sex 02 Dez 2011, 22:10

obg querida por compartilhar coias tão uteis p nos!!!
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Re: Medicina Nutricional - Doenças Auto-imunes

Mensagem  sandra stel. em Sab 03 Dez 2011, 11:29

Dani excelente matéria, eu tbm quando estava com as altas doses de corticóides fazia uso do complexo B , acho que ele me ajudou muito , e eu perguntei sobre o Ômega 3 para a minha médica e ela falou que ele diminui o colesterol, ++ será que alguém aqui já fez o uso do Ômega 3 para as dores das artrites ? monkey
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Re: Medicina Nutricional - Doenças Auto-imunes

Mensagem  Desiree Pellizzon em Seg 05 Maio 2014, 13:16

Olá !! Faço uso de omega 3e6 duas vezes ao dia há e meses e percebi uma mlehora nas dores sim

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Oi sou nova(o) no Fórum, sejam simpáticos comigo.
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Re: Medicina Nutricional - Doenças Auto-imunes

Mensagem  Guida em Sex 09 Maio 2014, 20:15

q bom amiga tudo q nos deixa livre destas dores são muto bem vindos!! Wink
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Re: Medicina Nutricional - Doenças Auto-imunes

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